PERFIL
02/08/2017
João Amir Dutra da Silva - Pai da Francine

Perfil de João Amir Dutra da Silva, por Francine da Silva Pujol, sua filha

O João Amir Dutra da Silva, filho do Amir e da Palmira, nasceu em 1954, em São Borja/RS. Teve seu primeiro nome definido pelo destino já que, assim como São João Batista, nasceu em um 24 de junho. Como pai, o João Amir, tornou-se em 05 de setembro de 1986, quando eu vim parar nesse mundo. Mas, antes de se tornar meu pai, ele já tinha assumido vários papeis, entre eles, o de marido da Neli Figueredo da Silva, minha mãe. Eles oficializaram a união deles também num setembro, nas em um dia 30, de 1983. E, ainda antes mesmo de ter assumido este compromisso com ela, enquanto ainda eram noivos, ele já havia firmado outro com a Odontologia, em 1982, quando se formou cirurgião-dentista pela Universidade Federal de Pelotas.

Bem antes disso, sei que, na juventude, morou em Santa Maria/RS, onde estudou e se preparou para um dia chegar à faculdade. Desta experiência em sua vida, sempre fez questão de me contar sobre o esforço enorme que teve para aprender a língua francesa para poder acompanhar a escola. Também o ouvi contar sobre sua participação na banda marcial do colégio. Já da época do curso preparatório para o vestibular e da faculdade, já em Pelotas, ele sempre me falou com alegria do período que viveu numa pensão junto a outros estudantes, relatou muitas histórias divertidas, e me contou que de lá que veio o nome do bolinho que marcou minha infância, o 'Queque'. Pra quem não o conhece por esse nome, eu explico do que se trata: um bolinho para lanche repousado em uma forminha de papel (o nome deriva da palavra "cake", que significa bolo em inglês).

É também da infância que resgato algumas boas memórias sobre meu pai, o João Amir, o dentista, ou ainda, o João, o professor. Sim, por muitos anos meu pai exerceu o ofício de mestre na educação. Me recordo com orgulho e saudosismo de vê-lo preenchendo os livros de presença e corrigindo as provas de seus alunos. Talvez ele fizesse este trabalho em poucos minutos, mas para mim, parecia que eu ficava a horas a fita-lo, e como eu gostava e admirava aquele empenho e dedicação. E assim sempre vi meu pai e, assim, ele também me ensinou a ser. Dedicado, empenhado e respeitoso, apoiado na humildade e seriedade, especialmente, com os estudos. Como ele sempre faz questão de repetir, os bens materiais podem ser perdidos, mas os intelectuais, como o estudo, serão eternamente daqueles que os adquirirem.

E, como não poderia ser diferente, ele sempre me apoiou e segue me apoiando em tudo que está relacionado à busca pelo conhecimento, a melhor herança que, segundo ele mesmo, poderá me deixar. Outros valores que aprendi com ele, na prática da profissão, em especial, foi a generosidade e a justiça. Ele me mostrou e me ensinou que há muitas formas de exercê-las, e uma delas, é oportunizando o acesso ao seu conhecimento, ao seu trabalho, àqueles que mais precisam. Porém, não gratuitamente, e sim, oferecendo condições para que eles e cobrando o justo, nada além dele. Pois é assim que os indivíduos se tornam valorizados, em todos os lados e aspectos. Ah! um fato que não poderia deixar de registrar é que ele herdou do pai e passou para mim a honra de ser gremista! Daqueles gremistas fanáticos! Sócio do Grêmio!

                Termino este texto, pois, mas não por não haver mais nada a ser dito. Pelo contrário, o finalizo, pois,transcrever a trajetória deste homem que chamo de pai em letras, palavras, para mim, se torna impossível. Afinal, posso relatar acontecimentos, passagens, histórias, mas nada disso conseguirá descrever os reais sentimentos e tudo aquilo que eu e todas as pessoas que um dia conviveram, convivem ou conviverão com ele realmente sentem. Agradeço a oportunidade de tê-lo como pai nessa passagem pela Terra. Não me resta dúvida alguma de que aprendi muito com ele, especialmente, como deve ser um verdadeiro pai. 

 

 





















 

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